Buscas por 5,5 mil desaparecidos continuam no Nepal quase duas semanas após avalanche

Catástrofe na fronteira com a China deixou ao menos 1.398 mortos; equipes de resgate seguem procurando sobreviventes em túneis e escombros.

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Vista Aérea Mostra a Extensão dos Danos do Desastre no Nepal. Foto: Reprodução

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O Nepal decretou nesta segunda-feira (7/9) um dia de luto nacional em memória das vítimas da avalanche de 26 de agosto, treze dias depois da tragédia que devastou parte da fronteira com a China. Por ordem do governo, as bandeiras foram hasteadas a meio-mastro em prédios públicos em homenagem a todos os que perderam a vida na inundação.

Balanços provisórios divulgados nesta segunda-feira apontam pelo menos 1.398 mortos e mais de 5.500 desaparecidos. Entre eles estão turistas e peregrinos estrangeiros, além de centenas de trabalhadores que estavam nas barragens destruídas pela avalanche, provocada pelo colapso parcial de uma geleira e de parte de uma montanha, que devastou estradas, pontes, residências e outras infraestruturas pelo caminho.

Três pessoas, dois trabalhadores nepaleses e um chinês, foram resgatadas na sexta-feira (4) e no sábado (5). No fim de semana, as equipes de emergência também conseguiram retirar com vida uma idosa que estava presa entre os escombros de sua casa.

Buscas continuam no 13º dia

Pelo 13º dia consecutivo, as equipes de resgate procuram sobreviventes nos túneis com a mesma intensidade do primeiro dia, segundo o Exército nepalês. “Concentramos nossos esforços em três frentes: em terra, pelo ar e nos túneis”, explicou à agência France Presse o porta-voz militar Raja Ram Basnet.

O especialista australiano Arnold Dix, que participa das operações, destacou as dificuldades sem precedentes enfrentadas pelas equipes. “Não se trata de uma única operação de resgate, mas potencialmente de várias que transcorrem ao mesmo tempo, em diferentes locais, cada uma com seus próprios perigos”, afirmou.

Frustração das famílias

As famílias dos desaparecidos, porém, demonstram cada vez mais impaciência com o ritmo das buscas. Dezenas de parentes de trabalhadores desaparecidos se reuniram nesta segunda-feira em uma praça de Katmandu, capital do país, com uma faixa que perguntava: “Quanto tempo vamos ficar esperando em casa e chorando?”.

“Dizem que estão procurando, mas com que resultados? Queremos resultados”

Reena Amatya Shrestha, que busca notícias do irmão desaparecido

Reena Amatya Shrestha está sem notícias do irmão, o geólogo Sumesh Amatya, que trabalhava nas obras da represa Trishuli-3, na fronteira com a China. Apesar da angústia, ela diz manter esperança de encontrá-lo. “Ainda temos muita esperança”, afirmou.

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