ouvir notícia
Áudio gerado por IA — nomes e termos podem soar diferente do esperado.
Uma nova pesquisa Datafolha para o governo de Minas Gerais mostra um cenário eleitoral bastante desequilibrado a poucos meses da eleição de 2026. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece com folga na liderança das intenções de voto, enquanto os demais postulantes ao Palácio da Liberdade disputam posições bem mais distantes.
Os números da corrida
Segundo o levantamento, Cleitinho tem 32% das intenções de voto no primeiro turno. Na sequência, praticamente empatados, aparecem o ex-ministro Patrus Ananias (PT), com 12%, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), também com 12%. Mais atrás, o atual vice-governador Mateus Simões (PSD) marca 4%, no mesmo patamar de Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB), ambos também com 4% cada.
Os demais candidatos somam percentuais residuais: Túlio Lopes (PCB) tem 2%, enquanto Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes e Indira Xavier aparecem empatados com 1% cada. Henrique Áreas (PCO) não pontuou. Os votos em branco ou nulo somam 14%, e os indecisos representam 13% do eleitorado consultado.
O paradoxo de Mateus Simões
Chama atenção o descompasso entre a avaliação pessoal e as intenções de voto de Mateus Simões, hoje o mais próximo do governo mineiro em exercício. Ele tem 41% de aprovação e 32% de desaprovação, um dos melhores índices pessoais entre os concorrentes, mas isso não se traduz em votos: apenas 4% dos entrevistados disseram que votariam nele para o cargo. Na avaliação da gestão estadual, 23% consideram o governo ótimo ou bom, 37% classificam como regular e 15% avaliam como ruim ou péssimo, com 25% sem opinião formada.
Ficha técnica
A pesquisa foi realizada pelo instituto Datafolha entre os dias 18 e 20 de agosto de 2026, com 1.204 eleitores entrevistados em Minas Gerais. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MG-00446/2026 e foi contratado pelo Grupo Globo.
O que esperar daqui para frente
Com quase um terço do eleitorado ainda indeciso ou inclinado ao voto em branco ou nulo, a disputa mineira segue em aberto, mas a vantagem de Cleitinho já é considerada expressiva pelos analistas políticos. Resta saber se os demais candidatos, especialmente Kalil e Patrus, conseguirão consolidar o chamado “voto útil” de oposição para reduzir a distância até as eleições de outubro.